quarta-feira, 31 de outubro de 2012
Brasil é 30º colocado em ranking de dinamismo da economia
O Brasil aparece na 30ª posição de um ranking que avaliou 50 países de acordo com o dinamismo das suas economias. O índice da Grant Thornton International, divulgado pela Economist Intelligence Unit, analisou o ambiente operacional dos negócios (leis de comércio, regulação legal e política, etc), ciência e tecnologia, trabalho e capital humano, economia e crescimento e o ambiente financeiro.
Com 72,1 pontos de um máximo de 100, Cingapura é a economia mais dinâmica do mundo, segundo o estudo. "O pequeno país de economia aberta que se industrializou rapidamente nos anos 70 e 80 aparece para agir como uma porta de entrada para negócios dinâmicos de mercados maduros procurando maiores retornos nos países com grande crescimento na Ásia", afirma a pesquisa.
Entre os quesitos, o Brasil ficou em 36º lugar no quesito ambiente operacional dos negócios, em 32º na avaliação de ciência e tecnologia, em 38º na avaliação do ambiente de trabalho e capital humano, em 24º no item economia e crescimento e em 20º quando se trata de ambiente financeiro.
"Este ambiente operacional que não oferece segurança e salvaguardas, representa um alto risco para investimentos, portanto, prejudicial ao crescimento.Para os países alcançarem esta colocação são anos de construção, e não é à toa que as dez primeiras colocações foram alcançadas por países desenvolvidos", disse em nota Paulo Sérgio Dortas, da Grant Thornton Brasil.
Confira o ranking das economias mais dinâmicas:
1 - Cingapura - 72,1 pontos
2 - Finlândia - 70,5
3 - Suécia - 69,6
4 - Israel - 69,3
5 - Áustria - 66,1
6 - Austrália - 65,6
7 - Suíça - 65,1
8 - Coreia do Sul - 64,9
9 - Alemanha - 64,8
10 - Estados Unidos - 64,1
11 - Nova Zelândia - 63,9
12 - Chile - 63,8
13 - Taiwan - 63,7
14 - Noruega - 62,6
15 - Uruguai - 62,5
16 - França - 62,2
17 - Dinamarca - 61,9
18 - Canadá - 61,7
19 - Bélgica - 61,5
20 - China - 61,4
21 - Eslováquia - 59,8
22 - Holanda - 59,5
23 - Malásia - 58,9
24 - Luxemburgo - 58,4
25 - Eslovênia - 57,9
26 - Japão - 57,5
27 - Irlanda - 57,3
28 - Polônia - 57,2
29 - República Tcheca - 55,7
30 - Brasil - 55,1
31 - Hungria - 54,7
32 - Reino Unido - 54,5
33 - Vietnã - 54,5
34 - Argentina - 54,3
35 - Emirados Árabes Unidos - 54,3
36 - Turquia - 54,2
37 - México - 53,2
38 - Itália - 52,3
39 - Espanha - 51
40 - Índia - 50,7
41 - Indonésia - 50,7
42 - Colômbia - 50,2
43 - Rússia - 50
44 - África do Sul - 50
45 - Portugal - 49,2
46 - Filipinas - 47,6
47 - Egito - 41,2
48 - Grécia - 40,2
49 - Nigéria - 40,2
50 - Venezuela - 37,4
2 - Finlândia - 70,5
3 - Suécia - 69,6
4 - Israel - 69,3
5 - Áustria - 66,1
6 - Austrália - 65,6
7 - Suíça - 65,1
8 - Coreia do Sul - 64,9
9 - Alemanha - 64,8
10 - Estados Unidos - 64,1
11 - Nova Zelândia - 63,9
12 - Chile - 63,8
13 - Taiwan - 63,7
14 - Noruega - 62,6
15 - Uruguai - 62,5
16 - França - 62,2
17 - Dinamarca - 61,9
18 - Canadá - 61,7
19 - Bélgica - 61,5
20 - China - 61,4
21 - Eslováquia - 59,8
22 - Holanda - 59,5
23 - Malásia - 58,9
24 - Luxemburgo - 58,4
25 - Eslovênia - 57,9
26 - Japão - 57,5
27 - Irlanda - 57,3
28 - Polônia - 57,2
29 - República Tcheca - 55,7
30 - Brasil - 55,1
31 - Hungria - 54,7
32 - Reino Unido - 54,5
33 - Vietnã - 54,5
34 - Argentina - 54,3
35 - Emirados Árabes Unidos - 54,3
36 - Turquia - 54,2
37 - México - 53,2
38 - Itália - 52,3
39 - Espanha - 51
40 - Índia - 50,7
41 - Indonésia - 50,7
42 - Colômbia - 50,2
43 - Rússia - 50
44 - África do Sul - 50
45 - Portugal - 49,2
46 - Filipinas - 47,6
47 - Egito - 41,2
48 - Grécia - 40,2
49 - Nigéria - 40,2
50 - Venezuela - 37,4
OIT aponta existência de 75 milhões de jovens desempregados
A Declaração de Madri sobre Emprego Juvenil, que acaba de ser divulgada pela Organização Internacional do Trabalho e Secretaria Geral Iberoamericana (Segib), aponta a existência de 75 milhões de jovens desempregados no mundo.
De acordo com o documento, há casos "extremos como os de Espanha e Portugal, onde se registra um desemprego superior a 50% e 35% respectivamente, enquanto que na América Latina é de cerca de 15%".
Os representantes de empregadores e trabalhadores que assinaram o documento se comprometeram a promover com os governos ibero-americanos uma Conferência Regional Tripartite que se realizaria em 2013 para incentivar e melhorar políticas e programas relacionados com o emprego dos jovens.
A reunião de interlocutores sociais ibero-americanos contou com a presença do novo diretor-geral da OIT, Guy Ryder, da diretora regional da OIT para a América Latina e o Caribe, Elizabeth Tinoco, e do diretor da divisão de Assuntos Econômicos da Segib, Federico Poli.
A delegação dos empregadores foi chefiada pelo vice-presidente-executivo da Organização Internacional de Empregadores (OIE), Daniel Fuentes de Rioja, e pelo secretário-geral da Confederação Sindical das Trabalhadoras e Trabalhadores das Américas (CSA), Victor Báez.
Queda de energia causa prejuízo de até R$ 100 mi ao ano
Seja por chuvas e trovoadas ou por problemas nas redes de distribuição, as quedas de energia são comuns nas residências brasileiras. Segundo cálculos do grupo de eletricidade atmosférica do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, o prejuízo anual causado pela queima de equipamentos eletrônicos chega a R$ 100 milhões.
Geralmente, a quebra dos aparelhos acontece quando a energia é restabelecida. Por isso, os eletrônicos que não estiverem conectados a estabilizadores (equipamentos usados para corrigir a variação da tensão recebida pela rede elétrica) devem ser desligados em caso de falta de luz. Caso o consumidor não lembre se o produto estava ou não ligado na hora em que a energia acabou, deve tirá-lo imediatamente da tomada.
Além dos blecautes, os raios podem danificar os aparelhos mais sensíveis, como lâmpadas, fontes de alimentação de computadores e televisores, pois geram a variação da tensão - quando a energia não chega a cair completamente e oscila entre altas e baixas tensões. Nestes casos, a recomendação também é desligá-los.
Para proteger os eletrônicos das constantes quedas de energia, o consumidor pode instalar filtros de linha, estabilizadores, nobreaks ou dispositivos de proteção contra surtos de tensão (DPS). Estes últimos ficam junto ao quadro geral de distribuição da residência e descarregam os pulsos através do fio de aterramento.
Os filtros de linha são os mais baratos, mas sozinhos não são suficientes em casos de apagões de grande dimensão. Os estabilizadores, que corrigem a variação de tensão que recebem da rede elétrica, são os mais indicados para o uso residencial. Já os nobreaks, na maioria dos casos, incorporam a função dos estabilizadores e também têm uma bateria própria, cujo tempo varia de acordo com o produto (há modelos com duração de até dez horas).
"Independente da aquisição de algum destes dispositivos pelo consumidor, as concessionárias de energia são responsáveis por dispositivos de segurança instalados em suas redes para minimizar estas ocorrências", diz Fátima Lemos, assessora técnica do Procon-SP.
Se a queima de algum equipamento ligado na tomada ocorrer, uma resolução da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) assegura prazos para a vistoria e ressarcimento. O consumidor deve registrar a ocorrência junto aos canais disponíveis pela concessionária para atendimento (internet, telefone, visita pessoal ao posto de atendimento, entre outros), no prazo de até noventa dias, especificando os equipamentos danificados.
Segundo Fátima, a concessionária terá 10 dias corridos para inspecionar o equipamento danificado (no caso de equipamentos utilizados para acondicionamento de alimentos perecíveis ou medicamentos, o prazo é de um dia), 15 dias para apresentar por escrito resposta ao pedido, e 20 dias para fazer o ressarcimento. Caso esta vistoria não seja feita, o prazo para resposta é de 15 dias contados da data da solicitação do ressarcimento.
Modelo cadeirante promove carro adaptado no salão de SP
Denise Ferreira, 29 anos, é mais uma modelo entre centenas que agregam beleza ao lado dos cerca de 500 modelos expostos no 27º salão do automóvel de São Paulo. No entanto, ela é uma das poucas que têm uma história com automóvel tão modificadora no seu cotidiano. Aos 18 anos, ela sofreu um acidente de carro com o namorado e perdeu os movimentos dos membros inferiores.
Onze anos depois, ela promove um veículo adaptado da Nissan no maior evento da indústria automotiva do Brasil. No entanto, a transformação do seu cotidiano após o acidente não foi tão fácil quanto a modificação de um carro. "Demorei dois anos até sair e me sentir segura. Com o tempo a gente vai se adaptando", explicou.
Para chegar ao pavilhão de exposições no Anhembi, na zona norte da capital paulista, ela dirigiu um Chevrolet Corsa, que custou cerca de R$ 2 mil para ser modificado. Desde 2005, o trabalho como modelo em feiras e eventos, principalmente de sustentabilidade e voltados para deficientes, ajuda a complementar os ganhos com uma loja virtual de acessórios e bijuterias importadas.
"Com a lei de cotas (que exige um mínimo de pessoas com deficiência na folha de empresas), as empresas procuram mais e também valorizam, não apenas para cumprir a lei, mas porque percebem que a pessoa tem capacidade", apontou Denise.
De fato, o trabalho no salão do automóvel não é mais fácil do que para as demais modelos. No segundo dia de evento (aberto apenas para a imprensa e convidados), Denise chegou ao local as 6h30 e tinha expectativa de sair apenas as 22h. O cachê também é igual, entre R$ 200 e R$ 500 por dia.
Governo pretende reduzir impostos para carros elétricos
O governo federal cogita discutir, ainda este ano, a inclusão dos carros elétricos e híbridos no Inovar-Auto, política de incentivo no setor automotivo, segundo o jornal Folha de S.Paulo desta quarta-feira. Segundo a secretária de desenvolvimento da produção do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic), Heloísa Menezes, esses veículos não entraram no Inovar-Auto, por terem um alto grau de complexidade.
IBGE: preços ao produtor brasileiro sobem 0,72% em setembro
O índice de preços ao produtor subiu 0,72% em setembro, após alta de 0,52% em agosto, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira. O IBGE revisou o dado de agosto depois de anunciar anteriormente avanço de 0,53%.
Em setembro de 2011, o índice havia registrado avanço de 1,23%, e no acumulado em 12 meses os preços apresentaram alta de 6,99% no mês passado.
Em setembro, 15 das 23 atividades pesquisadas apresentaram alta de preços na comparação com o mês anterior, segundo o IBGE. Em agosto, 16 atividades haviam registrado alta nos preços.
Os destaques no mês passado ficaram para os segmentos de bebidas (com alta de 4,62%, ante 0,36% em agosto), outros produtos químicos (3,84%, ante queda de 1,52%), equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (2,27%, ante queda de 0,19%) e máquinas, aparelhos e materiais elétricos (1,36%, ante 0,78%).
O IBGE informou ainda que a produção de produtos alimentícios registrou inflação de 0,82% em setembro, desacelerando sobre a alta de 2,07% do agosto. Mesmo assim, a atividade esteve entre as que mais influenciaram o indicador no mês passado, com 0,17 ponto percentual.
Entre os destaques nas quedas de preços em setembro sobre o mês anterior está a atividade de veículos automotores, com recuo de 0,77% ante alta de 0,16% em agosto.
O índice mede os preços "na porta das fábricas" e não inclui os custos com frete e impostos que influenciam os preços ao consumidor.
Na comparação com o mesmo mês de 2011, as maiores variações positivas de preços em setembro ocorreram em fumo (19,39%), bebidas (19,08%), alimentos (15,49%) e outros equipamentos de transporte (12,01%).
A inflação vinha dando sinais de desaceleração. Na terça-feira, por exemplo, o Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) mostrou forte desaceleração em outubro ao registrar variação positiva de 0,02%, ante 0,97% em setembro. O destaque ficou para a queda dos preços das matérias-primas brutas, no atacado, de 1,24%.
O comportamento da inflação, assim como da economia, ainda divide os analistas em relação às próximas medidas do Banco Central sobre a política monetária em 2013. Parte acredita que a Selic será mantida na mínima histórica de 7,25% ao longo do ano que vem e outra parte vê que ela será elevada no final do ano.
Na pesquisa Focus do BC desta semana, analistas previam que a inflação pelo IPCA fechará este ano a 5,45% e 2013 a 5,4%.
O índice mede os preços "na porta das fábricas" e não inclui os custos com frete e impostos que influenciam os preços ao consumidor.
Brasileiro lança clube global de empreendedorismo
Com o objetivo de formar jovens empreendedores usando um modelo novo que respeite as características de cada indivíduo, o empresário brasileiro Ricardo Bellino, autor do livro You Have 3 minutes, publicado no Brasil pela Editora Campus Elsevier, fundou o clube de empreendedorismo global, denominado 'School Of Life' (Escola da Vida). O projeto foi inspirado no "La Masía" do Barcelona Futebol Clube, escola de formação de talentos do clube espanhol.
"School Of Life está para o empreendedorismo tal qual La Masía do Barça está para o futebol. Buscamos os Messi, os Dani Alves, os, Xavi do mundo do empreendedorismo. O Brasil, por seu grande número de talentos, será o primeiro mercado de atuação do nosso clube de empreendedores", afirma Bellino, que, dentre outras atividades, foi o primeiro sócio comercial da Trump Organization fora dos Estados Unidos.
Com sede em Silicon Valley, a School of Life é uma multiplataforma (on-line e off-line), cuja âncora será um jogo (The Game of Life), que irá provocar e desafiar seus participantes com tarefas reais - transmitindo conhecimento e educação durante todo o processo. Os talentos extraordinários receberão prêmios, como a possibilidade de ser convidado a participar de uma experiência de um mês no Vale do Silício - com mentoring, coaching, aulas, visitas técnicas e um evento final para apresentação dos talentos à imprensa e investidores.
O clube de empreendedores também atuará por meio de "Street Talks", palestras com empreendedores de renome, realizadas em diferentes partes do País e do mundo. O projeto da School Of Life foi desenvolvido pelo centro de criatividade e inovação Imagine, que tem sede no Vale do Silício, sob a supervisão de outro brasileiro, o jornalista Anderson Hartmann, publisher da Cachaça Comunicações.
"Nosso desafio foi criar um novo modelo de educação que rompa a linearidade e padronização da metodologia de ensino e contemple um aprendizado coletivo que respeite as características de cada indivíduo. Como as novas gerações estão mais preocupadas em aproveitar o caminho, criamos uma comunidade online com um game interativo e personalizado que oferece um aprendizado contínuo baseado na metologia Learn by Playing", informa Hartmann, destacando que trabalhou no projeto ao lado do publicitário espanhol Natx Ayxelá e do mexicano Pablo Quijano, fundador do Movimento "Wallpeople".
De acordo com Bellino, na School Of Life todos têm espaço: pessoas de diferentes idades, de distintas nacionalidades e de todas as classes sociais, basta ter talento e acreditar no impossível. "School Of Life apresenta uma proposta disruptiva de desenho educativo do futuro para empreendedores. O resultado do trabalho da equipe de 'dreamers' que criou a metodologia é sensacional, com espaço inovador, inspirador, personalizado e divertido na era pós-digital", destaca Hugo Pardo Kuklinski, professor da Universidade de Stanford, um dos mentores do grupo que criou o clube de empreendedores. O site http://postdigital.imagine.cc/ traz informações sobre o projeto. Há dicas também em facebook.com/imaginecc.
La Masía
"La Masía de Can Planes" é uma antiga casa de fazenda por onde passaram mais de 500 jogadores nos últimos 30 anos. Responsável pelo modelo de desenvolvimento de talentos do time do Barcelona, Oriol Tort decidiu transformar o local numa residência para jovens promissores em 1979. O objetivo da iniciativa visionária, pioneira no futebol europeu, é desenvolver os jogadores não apenas como atletas, mas principalmente como pessoas. A preocupação é a de reunir jovens não só com talento para o esporte, mas com empenho em vencer e capacidade de trabalhar em equipe.
"La Masía de Can Planes" é uma antiga casa de fazenda por onde passaram mais de 500 jogadores nos últimos 30 anos. Responsável pelo modelo de desenvolvimento de talentos do time do Barcelona, Oriol Tort decidiu transformar o local numa residência para jovens promissores em 1979. O objetivo da iniciativa visionária, pioneira no futebol europeu, é desenvolver os jogadores não apenas como atletas, mas principalmente como pessoas. A preocupação é a de reunir jovens não só com talento para o esporte, mas com empenho em vencer e capacidade de trabalhar em equipe.
Bellino viajou aos 21 anos de idade para os Estados Unidos como carteiro da DHL para concretizar um sonho. Sem nenhum tostão no bolso e sem saber falar uma palavra de inglês, tinha uma boa ideia na cabeça: levar para o Brasil a agência de modelos Elite. Anos depois, seu primeiro empreendimento revelaria para o mundo a modelo Gisele Bündchen, entre outras estrelas do mundo da moda e da beleza. Bellino também foi sócio comercial do bilionário Donald Trump e agora alça novos voos com a Escola da Vida.
Uma teia global para despertar líderes
Durante uma semana, de 12 a 18 de novembro, uma série de atividades para promover o espírito empreendedor acontece em 124 países, simultaneamente. A já conhecida Semana Global do Empreendedorismo tem no Brasil um dos países mais participativos, mobilizando mais de 1,7 milhão de pessoas a partir de uma rede de 540 parceiros por todo o país.
No mundo, o movimento é organizado por entidades sem fins lucrativos, associações de classes, governos, entre outros. Com o tema "Por um Brasil mais empreendedor", a Endeavor é a anfitriã da semana no Brasil, em parceria com um conselho de 10 organizações. O objetivo do movimento é divulgar histórias de sucesso e as lições aprendidas por empreendedores para o maior número de pessoas e também aprender com outros países as experiências e melhores práticas para a adoção de políticas públicas de incentivo à atividade empreendedora.
Criada em 2008 com o apoio do ex-primeiro ministro britânico Gordon Brown e outra lideranças mundiais, a semana vem crescendo ano a ano. São mais 24.000 organizações parceiras e 37.000 atividades realizadas em todo o mundo.
"A expectativa é de que, durante o mês de novembro, nas cinco regiões do país, ocorram 2 mil eventos para inspirar, conectar e capacitar jovens e adultos, interessados em empreendedorismo", explica a coordenadora da Semana Global de Empreendedorismo no Brasil, Marcella Monteiro de Barros Coelho.
Os eventos vão desde palestras, congressos, competições, premiações, cursos, feiras, bate papo com profissionais de grandes companhias, mesa redonda sobre economia criativa, troca de experiências com atuais empreendedores, debates, filmes, teatros, entre outras iniciativas.
Em 2011, foram realizadas 2,5 mil atividades, em todos os Estados do Brasil. Houve 1,5 milhão de participantes. Ao longo dos últimos quatro anos, a participação dos empreendedores tem sido crescente. Para 2012, a estimativa é a realização de cerca de 2 mil eventos. A programação se estende por todo mês de novembro no Brasil, não ficando restrita a uma semana. Tem sido assim desde 2008, quando o movimento da Semana Global do Empreendedorismo foi iniciado no Brasil.
A Endeavor auxilia na coordenação das 548 entidades parceiras atuantes nos eventos, entre organizações não governamentais, empresas, universidades, e setor público, como secretarias dos estados. As diretrizes da Semana Global no país são planejadas pelo Conselho Nacional da Semana Global.
No decorrer de 2012, foram criados comitês regionais por Estado. Cada um deles é composto por representantes de diferentes instituições parceiras da Semana Global do Empreendedorismo (Sebrae, Sesi, faculdades, governos estaduais, entre outros). Segundo a coordenadora da Semana Global no Brasil, cada comitê é responsável pela organização das iniciativas no seu respectivo Estado. "Esses comitês serão mantidos ao longo dos próximos anos", diz Marcella Coelho.
Até o início de novembro, pessoas, organizações e governos podem cadastrar atividades, como workshops, palestras, feiras, debates, gincanas e competições, relacionadas ao empreendedorismo. Basta acessar a página do evento na internet. A confirmação da atividade será aprovada em até três dias.
As sugestões dadas para as iniciativas abrangem os temas da inovação e criatividade, estratégia e crescimento, cultura empreendedora, capacitação, empreendedorismo social, plano de negócios, casos de sucesso e casos de fracasso, marketing, acesso a capital, gestão de qualidade, sustentabilidade e ambiente regulatório. Oss temas das iniciativas vão de encontro ao interesse dos participantes do movimento. "O empreendedorismo é visto com bons olhos no país. A Semana Global em 2012 propiciará o ambiente para um Brasil mais empreendedor, rumo à superação dos gargalos existentes", afirma Marcella.
Segundo a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico, os seis fatores que devem ser desenvolvidos para que se atinja um ambiente propício para a formação de empreendedores são: acesso a capital, ambiente regulatório, capacitação, cultura, inovação e mercado.
Em outubro, uma pesquisa realizada pela Endeavor em algumas universidades brasileiras constatou que mais da metade dos jovens universitários (52,8%) gostaria de se tornar empreendedor. Outro dado, baseado na pesquisa do Global Executive Report, de 2010, mostra que 26% da população pretendia abrir o seu próprio negócio num prazo de cinco anos.
Fisco nega crédito de Cofins sobre insumos essenciais
Enquanto o Judiciário não define o que pode ser considerado insumo para a obtenção de créditos de PIS e Cofins, a Receita Federal mantém seu posicionamento restritivo. O entendimento abrange até mesmo bens ou serviços essenciais para a produção.
Ao responder a uma solução de consulta de uma indústria mineira, a Receita Federal decidiu que não podem ser descontados créditos de equipamentos de proteção, ainda que sejam usados por trabalhadores no processo produtivo. Também foram negados créditos sobre custos com bens e serviços para a higienização, sanitização e controle de qualidade dos equipamentos e do ambiente de produção. Esses gastos são obrigatórios, de acordo com a legislação que regulamenta a atividade.
O entendimento consta da Solução de Consulta nº 124, da Receita Federal da 6ª Região Fiscal (Minas Gerais), publicada na edição de ontem do Diário Oficial da União. As soluções têm validade legal só para quem faz a consulta, mas orientam os demais contribuintes.
Com o posicionamento da Receita, os contribuintes têm recorrido ao Judiciário para tentar assegurar o direito a créditos de PIS e Cofins. O advogado Eduardo Santiago, do escritório Demarest & Almeida Advogados, lembra que há, na 2ª Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ), um processo sobre a questão pendente de julgamento, em virtude de pedido de vista do ministro Herman Benjamin.
O relator do caso, ministro, Mauro Campbell Marques, manifestou-se no sentido de assegurar o direito de aproveitamento de créditos de PIS e Cofins não cumulativos decorrentes da aquisição de materiais de limpeza e desinfecção, bem como de serviços de dedetização aplicados no ambiente produtivo.
Os contribuintes mais arrojados, segundo advogados, preferem usar créditos de PIS e Cofins e aguardar as autuações para se defenderem na esfera administrativa. O Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) - última instância - tem proferido decisões favoráveis aos contribuintes. "Negar o crédito sobre gastos desta natureza [essenciais e necessários ao processo produtivo], com base nas instruções normativas da Receita, é manifestamente ilegal e afronta o princípio da não cumulatividade", afirma o advogado Diego Aubin Miguita, do escritório Vaz, Barreto, Shingaki & Oioli Advogados.
Transparência contábil eleva credibilidade das empresas
Após a inclusão das Normas Internacionais da Contabilidade no Brasil, os balanços das instituições ficaram mais claros e objetivos. As International Financial Reporting Standards (IFRS) trouxeram uma série de benefícios. Uma premiação nacional evidencia os dados financeiros, fazendo valorizar ainda mais a nitidez das informações corporativas.
Em um universo de dois mil demonstrativos financeiros, apenas 20 foram selecionados para o prêmio Troféu Transparência, concedido pela Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras (Fipecafi) e pela Serasa Experian.
Depois dessa etapa, entre as 20 companhias, Usiminas, JSL Logística e Eletrobrás Furnas foram escolhidas os destaques do ano no aspecto contábil. No primeiro momento, foram escolhidos 15 de capital aberto e cinco de capital fechado. As selecionadas são consideradas empresas que ultrapassaram os quesitos básicos na divulgação das informações contábeis.
Responsável pelo programa, o professor do curso de Ciências Contábeis da FEA/ USP, Ariovaldo dos Santos, explica que são analisados o grau das informações contidas nos documentos financeiros e nas notas explicativas dos balanços, na precisão das informações prestadas e qualidade do relatório da administração, entre outros. Para Santos, o importante nesse projeto é que ele conta com a análise de estudantes do curso de Ciências Contábeis da FEA, do mestrado e do doutorado da USP, e de especialistas da Fipecafi e da Anefac. Santos considera esse concurso como o Oscar da contabilidade brasileira. “O Troféu Transparência demonstra para todos os públicos estratégicos que a empresa não só presta contas das suas atividades, mas também tem o desejo de informar”, declara.
As empresas vencedoras foram Braskem, Sabesp, CSN (Companhia Siderúrgica Nacional), Cemig (Companhia Energética de Minas Gerais), Embraer, Gerdau, Natura, Petrobras, Usiminas (Usinas Siderúrgicas de Minas Gerais), Vale, BM&FBovespa, Copasa (Companhia de Saneamento de Minas Gerais), Cosan, JSL, Localiza Rent a Car, Refinaria Alberto Pasqualini (Refap), Eletrobrás Eletrosul, Eletrobrás Furnas, Embasa (Empresa Baiana de Águas e Saneamento) e Samarco Mineração.
Segundo o professor, a ideia da premiação, que existe desde 1997, foi motivada por um aluno do curso de mestrado. “O prêmio visa a estimular a melhora da qualidade dos balanços”, explica. Para o coordenador, a visibilidade perante o mercado e a população são alguns dos principais estímulos para participar da disputa. Os alunos observam se os demonstrativos estão dentro das normas IFRS. Um estudo comparado ajuda a certificar se os números estão mesmo de acordo com a realidade e com a descrição apresentada.
“O mercado enxerga melhor as corporações de capital aberto reconhecidas pelo Troféu Transparência porque é um reconhecimento significativo de que os relatórios refletem o real posicionamento dos dados”, afirma o presidente da Anefac, João Carlos Castilho Garcia. O executivo salienta que a clareza nas demonstrações financeiras faz com que o mercado possa tomar decisões com mais segurança.
terça-feira, 30 de outubro de 2012
Após sete meses, Justiça libera vendas da TIM em Alagoas
Com as vendas suspensas há sete meses, a TIM pode voltar a comercializar chips e novas contas em Alagoas. A decisão é da 18ª Vara da Fazenda Pública Estadual de Maceió. A determinação da Justiça revogou uma outra, de março, que suspendia as vendas por causas das reclamações dos assinantes. Agora, a TIM pode reabilitar as vendas em 3,1 mil postos espalhados em Alagoas.
"A punição foi em consequência da má qualidade dos serviços que vinham sendo prestados em Alagoas pela operadora. Em julho, pelo mesmo motivo, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) também proibiu a TIM de habilitar novas linhas em 19 Estados, durante 11 dias. As punições permaneceriam até que a operadora apresentasse um plano de investimentos que garanta a efetiva melhoria dos serviços", disse a Justiça alagoana, em nota.
"A operadora divulgou comunicado informando que agora trabalha na atualização dos sistemas para que, gradativamente, todos os seus canais estejam aptos a fazer ativações de novas linhas", disse a Justiça, ao receber nota da TIM.
Segundo o Judiciário, a empresa cumpriu 93% do seu plano de ampliação nestes sete meses de suspensão dos serviços. E prometeu aumentar em mais 35% este plano, até o final do ano. "Essas iniciativas ampliaram a capacidade da rede da TIM no Estado, que cresceu 95% entre 2010 a 2012, tornando perceptível, aos clientes alagoanos, a melhoria na qualidade das chamadas e tráfego de dados", diz o comunicado da operadora.
A TIM atende a mais de 1 milhão de clientes - 28,53% do mercado total de Alagoas.
Compre com quatro moedas diferentes nas fronteiras do Brasil
Proximidade geográfica e familiarização com o espanhol não são as únicas facilidades que colocam os países de fronteira na lista de destinos mais populares entre os brasileiros. Na hora de preparar o bolso para as despesas da viagem trocando os reais poupados, os turistas deparam com vizinhos bastante receptivos em matéria de câmbio. Em geral, além da moeda local e do dólar, o comércio das regiões fronteiriças também aceita pagamentos na moeda brasileira e até mesmo em euros, dependendo do estabelecimento.
Como é de se esperar, essa flexibilidade é particularmente acentuada em áreas de livre comércio, como o Paraguai e a região dos free shops uruguaios, mas não existem critérios claros que determinem os pontos onde cada moeda será aceita. Segundo o diretor comercial da Confidence Câmbio, Fabio Agostinho, ter uma casa de câmbio que possa fazer a conversão na vizinhança contribui para que as lojas trabalhem com unidades estrangeiras, mas, para não correr riscos, o mais recomendável é adquirir a moeda do destino ainda no Brasil, junto a empresas credenciadas ao Banco Central - e se a moeda local não estiver disponível, levar dólares. "É bom passar pela fronteira levando o boleto de câmbio, para realmente sair do país de forma clara, com recursos lícitos", aconselha.
Além de ganhar mais na troca por moedas vizinhas do que por dólar - atualmente, R$ 1 pode comprar cerca de 2,30 pesos argentinos e quase 10 pesos uruguaios -, o turista que deixar o Brasil com o documento em mãos evita surpresas desagradáveis, que podem se apresentar ainda mais complicadas por se tratar de um país diferente. "Se você fizer uma compra e o dono do hotel ou do estabelecimento afirmar que a nota é falsa, você tem como comprovar que comprou o dinheiro em um lugar sério", explica Agostinho.
Outra vantagem é não perder dinheiro realizando um segundo câmbio no aeroporto, no hotel ou em casas de câmbio no exterior, de reais para dólares para a moeda local. "Não há necessidade de ficar levando dólares para tudo que é lugar. Você está indo a lazer e não pode ficar parando todo dia, perdendo duas ou três horas do passeio para se direcionar a uma casa de câmbio", observa o executivo.
Agostinho também relembra a importância do turista "não colocar todos os ovos na mesma cesta", referindo-se aos cartões pré-pagos como uma alternativa prática, econômica e segura ao dinheiro em espécie. Porém, atualmente, o peso argentino é a única moeda local disponível para armazenagem de crédito. Nesse caso, aplica-se a regra de priorizar os dólares em detrimento de reais ou euros.
Como é de se esperar, essa flexibilidade é particularmente acentuada em áreas de livre comércio, como o Paraguai e a região dos free shops uruguaios, mas não existem critérios claros que determinem os pontos onde cada moeda será aceita. Segundo o diretor comercial da Confidence Câmbio, Fabio Agostinho, ter uma casa de câmbio que possa fazer a conversão na vizinhança contribui para que as lojas trabalhem com unidades estrangeiras, mas, para não correr riscos, o mais recomendável é adquirir a moeda do destino ainda no Brasil, junto a empresas credenciadas ao Banco Central - e se a moeda local não estiver disponível, levar dólares. "É bom passar pela fronteira levando o boleto de câmbio, para realmente sair do país de forma clara, com recursos lícitos", aconselha.
Além de ganhar mais na troca por moedas vizinhas do que por dólar - atualmente, R$ 1 pode comprar cerca de 2,30 pesos argentinos e quase 10 pesos uruguaios -, o turista que deixar o Brasil com o documento em mãos evita surpresas desagradáveis, que podem se apresentar ainda mais complicadas por se tratar de um país diferente. "Se você fizer uma compra e o dono do hotel ou do estabelecimento afirmar que a nota é falsa, você tem como comprovar que comprou o dinheiro em um lugar sério", explica Agostinho.
Outra vantagem é não perder dinheiro realizando um segundo câmbio no aeroporto, no hotel ou em casas de câmbio no exterior, de reais para dólares para a moeda local. "Não há necessidade de ficar levando dólares para tudo que é lugar. Você está indo a lazer e não pode ficar parando todo dia, perdendo duas ou três horas do passeio para se direcionar a uma casa de câmbio", observa o executivo.
Agostinho também relembra a importância do turista "não colocar todos os ovos na mesma cesta", referindo-se aos cartões pré-pagos como uma alternativa prática, econômica e segura ao dinheiro em espécie. Porém, atualmente, o peso argentino é a única moeda local disponível para armazenagem de crédito. Nesse caso, aplica-se a regra de priorizar os dólares em detrimento de reais ou euros.
Seguro fiança é cada vez mais usado como garantia de aluguel
Quem aluga um imóvel quase sempre exige algum tipo de garantia do inquilino caso esse não consiga arcar com as despesas mensais. Em alguns poucos casos o proprietário não pede nenhum tipo de segurança prévia, mas isso é raro. Na maioria das vezes recorre-se a uma das três modalidades mais usadas no mercado imobiliário: fiador, caução (depósito antecipado) ou seguro fiança.
Segundo dados do Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP), no mês de setembro, o tipo de garantia mais utilizado foi a que faz uso do fiador (48%), seguido pelo depósito antecipado (32%) e pelo seguro fiança (21%).
Ainda que o fiador seja a primeira opção, é notável o crescimento do seguro fiança, afirma Jaques Bushatsky, diretor de Legislação do Inquilinato do Secovi-SP: "Os futuros inquilinos estão indo de cabeça feita na hora de alugar um imóvel e estão optando mais pelo seguro fiança, onde ele não depende do favor e da exposição das finanças de ninguém, como no caso do fiador".
Segundo ele, esse crescimento se deve às facilidades oferecidas por essa modalidade. Quem opta pelo seguro fiança não precisa se preocupar em achar um fiador e assim evita envolver outras pessoas em sua vida particular e em possíveis problemas relacionados ao pagamento do aluguel.
A informação bate com dados da Superintendência de Seguros Privados (SUSEP), que aponta um aumento de 25% no volume de apólices de seguro fiança, entre janeiro e maio de 2012, em relação ao mesmo período do ano passado.
A Porto Seguro, por exemplo, registrou no ano passado um aumento de 17% nas contratações desse tipo de seguro.
Para Edson Frizzarim, diretor de aluguel da empresa, o motivo do sucesso da modalidade é que, além de oferecer planos de contratos que oferecem serviços residenciais básicos, como chaveiro, os locatários buscam mais independência na hora de alugar. "Quem aluga não quer mais pedir favores a terceiros", diz Frizzarim.
Segundo Jaques Bushatsky, quem deseja alugar um imóvel e fazer uso do seguro fiança terá que desembolsar em média o valor de um aluguel por ano.
"Quem paga mil por mês, vai ter que pagar mil de seguro fiança", projeta Bushatsky.
Dificuldades com o fiador
A opção pelo seguro fiança se deve muito aos problemas que um cidadão pode encontrar na hora de achar alguém que ofereça garantias em seu lugar.
"O fiador tem que expor suas finanças para quem quer alugar e para quem aluga, que, na maioria das vezes, é um desconhecido", afirma Bushatsky.
O diretor de legislação do Secovi-SP diz que hoje é muito comum pessoas migrarem para outras cidades para trabalhar ou estudar, dificultando ainda mais o processo, já que o fiador precisa ter um imóvel próprio e quitado na cidade em que o interessado deseja alugar o imóvel.
No caso da empresária Talita Natacha Araújo, 30 anos, a imobiliária abriu uma exceção ao aceitar que o fiador tivesse um imóvel na cidade de São Bernardo do Campo, ao invés da capital paulistana, onde ela desejava alugar.
"Foi difícil encontrar um fiador. Consegui um tio que não deu certo porque a esposa dele não aceitou. Recorri à minha avó, que morava em São Bernardo na época, mas com a condição de que todos os filhos dela também assinassem e se tornassem responsáveis pela fiança", conta Araújo.
Para o diretor do Secovi-SP, a exceção feita para a empresária não é recomendada, já que, caso tenha algum problema e o fiador deva ser acionado, o processo de penhora em outra cidade, feita por meio de uma carta precatória, demora pelo menos quatro meses.
Bushatsky recomenda a quem está procurando um fiador que explique à pessoa as alterações feitas na legislação no final de 2009, que prevê o fim da responsabilidade do fiador no término do contrato.
A Lei nº 825, de 1991, não previa o fim da responsabilidade do fiador na data de término do contrato, que era prorrogado automaticamente, mesmo de forma verbal.
"Muitas vezes na execução judicial o fiador nem lembrava que era responsável pela fiança e só descobria quando o oficial de justiça batia na porta", explica o diretor do Secovi, que alerta que no caso de não pagamento o processo de despejo demora até oito meses, período em que o proprietário fica sem receber nada.
O diretor recomenda que o fiador anote a data final e, assim que vencer o contrato, mande uma carta de notificação para o locador se isentando da responsabilidade da fiança do imóvel. Caso o locatário queira prorrogar o contrato terá que formalizar com fiador novamente.
Pagamento adiantado
Outra forma de garantia que costuma ser usada no mercado imobiliário é o caução, modalidade em que o locatário deposita antecipadamente o valor de três meses de aluguel em uma conta poupança em nome do proprietário do imóvel.
Segundo o advogado José Airton Carvalho Filho, especialista em direito imobiliário, o rendimento da poupança é uma forma de tentar aproximar o valor do depósito do reajuste do aluguel, que hoje é maior, mas pelo menos há um dinheiro a mais.
Essa opção, no entanto, não é a mais indicada para o locador, pois o valor do depósito é o equivalente a apenas três meses de aluguel, e um processo judicial de despejo dura oito meses. Assim, quem aluga ficará pelos menos cinco meses sem receber e impedido de buscar outro inquilino, o que demanda tempo. Por outro lado, alerta Carvalho, o inquilino tem que confiar que o senhorio não vai mexer no dinheiro.
Ausência de garantia
Há casos em que o proprietário aluga um imóvel sem exigir qualquer tipo de garantia, mas essa não é uma prática muito comum, já que 70% dos proprietários que alugam um imóvel dependem do valor do aluguel para compor a renda mensal, afirma Bushatsky, do Secovi.
Por outro lado, a Lei nº 12.112, de 2009, que alterou a lei do inquilinato, permite que o despejo por falta de pagamento seja feito por liminar que, em tese, deveria demorar 15 dias. Segundo Bushatsky, no entanto, na prática a decisão judicial leva dois meses para sair.
Segundo dados do Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP), no mês de setembro, o tipo de garantia mais utilizado foi a que faz uso do fiador (48%), seguido pelo depósito antecipado (32%) e pelo seguro fiança (21%).
Ainda que o fiador seja a primeira opção, é notável o crescimento do seguro fiança, afirma Jaques Bushatsky, diretor de Legislação do Inquilinato do Secovi-SP: "Os futuros inquilinos estão indo de cabeça feita na hora de alugar um imóvel e estão optando mais pelo seguro fiança, onde ele não depende do favor e da exposição das finanças de ninguém, como no caso do fiador".
Segundo ele, esse crescimento se deve às facilidades oferecidas por essa modalidade. Quem opta pelo seguro fiança não precisa se preocupar em achar um fiador e assim evita envolver outras pessoas em sua vida particular e em possíveis problemas relacionados ao pagamento do aluguel.
A informação bate com dados da Superintendência de Seguros Privados (SUSEP), que aponta um aumento de 25% no volume de apólices de seguro fiança, entre janeiro e maio de 2012, em relação ao mesmo período do ano passado.
A Porto Seguro, por exemplo, registrou no ano passado um aumento de 17% nas contratações desse tipo de seguro.
Para Edson Frizzarim, diretor de aluguel da empresa, o motivo do sucesso da modalidade é que, além de oferecer planos de contratos que oferecem serviços residenciais básicos, como chaveiro, os locatários buscam mais independência na hora de alugar. "Quem aluga não quer mais pedir favores a terceiros", diz Frizzarim.
Segundo Jaques Bushatsky, quem deseja alugar um imóvel e fazer uso do seguro fiança terá que desembolsar em média o valor de um aluguel por ano.
"Quem paga mil por mês, vai ter que pagar mil de seguro fiança", projeta Bushatsky.
Dificuldades com o fiador
A opção pelo seguro fiança se deve muito aos problemas que um cidadão pode encontrar na hora de achar alguém que ofereça garantias em seu lugar.
"O fiador tem que expor suas finanças para quem quer alugar e para quem aluga, que, na maioria das vezes, é um desconhecido", afirma Bushatsky.
O diretor de legislação do Secovi-SP diz que hoje é muito comum pessoas migrarem para outras cidades para trabalhar ou estudar, dificultando ainda mais o processo, já que o fiador precisa ter um imóvel próprio e quitado na cidade em que o interessado deseja alugar o imóvel.
No caso da empresária Talita Natacha Araújo, 30 anos, a imobiliária abriu uma exceção ao aceitar que o fiador tivesse um imóvel na cidade de São Bernardo do Campo, ao invés da capital paulistana, onde ela desejava alugar.
"Foi difícil encontrar um fiador. Consegui um tio que não deu certo porque a esposa dele não aceitou. Recorri à minha avó, que morava em São Bernardo na época, mas com a condição de que todos os filhos dela também assinassem e se tornassem responsáveis pela fiança", conta Araújo.
Para o diretor do Secovi-SP, a exceção feita para a empresária não é recomendada, já que, caso tenha algum problema e o fiador deva ser acionado, o processo de penhora em outra cidade, feita por meio de uma carta precatória, demora pelo menos quatro meses.
Bushatsky recomenda a quem está procurando um fiador que explique à pessoa as alterações feitas na legislação no final de 2009, que prevê o fim da responsabilidade do fiador no término do contrato.
A Lei nº 825, de 1991, não previa o fim da responsabilidade do fiador na data de término do contrato, que era prorrogado automaticamente, mesmo de forma verbal.
"Muitas vezes na execução judicial o fiador nem lembrava que era responsável pela fiança e só descobria quando o oficial de justiça batia na porta", explica o diretor do Secovi, que alerta que no caso de não pagamento o processo de despejo demora até oito meses, período em que o proprietário fica sem receber nada.
O diretor recomenda que o fiador anote a data final e, assim que vencer o contrato, mande uma carta de notificação para o locador se isentando da responsabilidade da fiança do imóvel. Caso o locatário queira prorrogar o contrato terá que formalizar com fiador novamente.
Pagamento adiantado
Outra forma de garantia que costuma ser usada no mercado imobiliário é o caução, modalidade em que o locatário deposita antecipadamente o valor de três meses de aluguel em uma conta poupança em nome do proprietário do imóvel.
Segundo o advogado José Airton Carvalho Filho, especialista em direito imobiliário, o rendimento da poupança é uma forma de tentar aproximar o valor do depósito do reajuste do aluguel, que hoje é maior, mas pelo menos há um dinheiro a mais.
Essa opção, no entanto, não é a mais indicada para o locador, pois o valor do depósito é o equivalente a apenas três meses de aluguel, e um processo judicial de despejo dura oito meses. Assim, quem aluga ficará pelos menos cinco meses sem receber e impedido de buscar outro inquilino, o que demanda tempo. Por outro lado, alerta Carvalho, o inquilino tem que confiar que o senhorio não vai mexer no dinheiro.
Ausência de garantia
Há casos em que o proprietário aluga um imóvel sem exigir qualquer tipo de garantia, mas essa não é uma prática muito comum, já que 70% dos proprietários que alugam um imóvel dependem do valor do aluguel para compor a renda mensal, afirma Bushatsky, do Secovi.
Por outro lado, a Lei nº 12.112, de 2009, que alterou a lei do inquilinato, permite que o despejo por falta de pagamento seja feito por liminar que, em tese, deveria demorar 15 dias. Segundo Bushatsky, no entanto, na prática a decisão judicial leva dois meses para sair.
Inflação do aluguel desacelera em outubro; alta é de 7,5% em 1 ano
O Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) subiu 0,02% em outubro, ante elevação de 0,97% em setembro, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV), nesta terça-feira. No acumulado em 12 meses, o índice amplamente utilizado para correção de contratos de aluguel variou 7,52%. A taxa no ano é de 7,12%.
Grupo Estado anuncia fim de circulação do 'Jornal da Tarde'
O Jornal da Tarde deixará de circular - a última edição será vendida na quarta-feira, dia 31 - por uma decisão empresarial, tomada para aprimorar o foco estratégico do Grupo Estado, segundo informações divulgadas pelo assessoria de imprensa do Grupo Estado. De acordo com a empresa, a determinação levou em conta o objetivo de investir mais na marca Estadão. OJT esteve em circulação por 46 anos.
Banco UBS anuncia o fim de 9 mil postos de trabalho até 2015
O UBS, maior banco da Suíça, anunciou nesta terça-feira a supressão de 9 mil postos de trabalho em todo o mundo até 2015, como parte da reestruturação de seu banco de investimentos, uma divisão que enfrenta problemas crônicos.
INSS lidera lista de órgãos envolvidos em processos na Justiça
O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) divulgou nesta segunda-feira a lista de 2012 dos 100 maiores litigantes - envolvidos em processos judiciais - do País. A relação contabiliza as ações ingressadas na primeira instância das justiças estaduais, Federal e do Trabalho entre janeiro e outubro do ano passado. Nas primeiras posições, bancos, órgãos públicos e municípios, além de grandes empresas concessionárias.
Projeto de lei transformará celulares em "carteira eletrônica"
O governo federal anunciou nesta segunda-feira, em Porto Alegre, um projeto de lei que regulamenta o uso de telefones celulares para efetuar pagamentos. Segundo o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, a medida tem por objetivo simplificar transações e realizar inclusão financeira, transformando os telefones móveis em carteiras.
"Nós precisamos reduzir os custos. Há um volume significativo de pessoas que recebe seus salários em dinheiro exclusivamente. (...) Nós não vamos acabar com o dinheiro, mas queremos dar uma opção que é mais tranqüila e segura. Em vez de a pessoa ir no banco e receber o dinheiro e depois ir pagando, ele pode receber pelo celular e fazeres pagamentos", disse o ministro, após participar do Fórum sobre Inclusão Financeira realizado pelo Banco Central em Porto Alegre.
O projeto deverá ser enviado ao Congresso ainda este ano como medida legislativa após ser apresentado à presidente Dilma Rousseff. A urgência da aprovação da matéria terá de ser negociada com parlamentares.
O sistema de pagamentos via celular funcionará de forma similar aos cartões telefone pré-pago "As operadoras poderão receber dinheiro do usuário, a pessoa pode comprar um crédito e sair realizando pagamentos. Ao invés de só usar para telefonia, você pode fazer seus pagamentos. Por exemplo, se você tem um jardineiro, você pode pagar ele pelo celular e ele usar aquele crédito em um mercadinho", explicou. "O celular vai ser uma carteira eletrônica", resumiu.
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