O projeto Tarifa Branca vai estabelecer cobranças diferenciadas de acordo com o horário de consumo. Para a realização da medição serão instalados equipamentos digitais
Aprovada em 2011 pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), a chamada "tarifa branca", sistema de cobrança que varia de acordo com o horário de consumo, passará por uma fase de teste em 2013 (as distribuidoras já começaram a trocar os medidores analógicos por digitais) e só entrará em vigor em 2014. A medida, porém, já provoca controvérsia. Segundo a Aneel, o novo sistema irá reduzir a utilização de aparelhos eletroeletrônicos nos horários de pico e dará liberdade de escolha aos consumidores.
Sindicatos, por outro lado, dizem que a novidade trará poucos benefícios ao cidadão comum, que dificilmente vai conseguir não consumir energia no horário de pico e, portanto, passará a pagar mais. Os sindicalistas alegam que o trabalhador médio, que cumpre jornadas de trabalho com horário definidos, não vai deixar, por exemplo, de tomar banho ou assistir televisão entre 19h e 21h, o período "nobre" e mais caro.
A Aneel definiu que serão três as faixas de cobrança para os chamados consumidores de baixa tensão (residenciais, principalmente). No horário de pico, das 19h às 21h, a tarifa será mais cara. Uma cobrança intermediária será aplicada entre 17h e 19h. E a terceira tarifa, a mais barata, (a direção da Aneel estima que o desconto chegue a 25%), para quem consumir energia das 21h às 17h do dia seguinte. Durante o fim de semana, a tarifa básica será empregada durante todo o dia.
Para Reginaldo Medeiros, presidente da Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia (Abraceel), a nova modalidade de cobrança é positiva, não só por dar mais opções ao consumidor, mas também por induzi-lo "a consumir energia de forma mais racional e consciente". O público poderá escolher se quer ou não fazer parte da tarifa branca - para tanto, terá de comunicar a concessionária de energia de sua região, que instalará um medidor eletrônico, gratuitamente, em sua residência. As pessoas cadastradas no sistema de baixa renda não poderão fazer parte do novo sistema.

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