A Agência Internacional de Energia (AIE) apresentou no dia 29 de outubro propostas para dobrar a geração de energia hidrelétrica mundial até 2050 e reduzir a dependência da energia fóssil, que produz gases que afetam o aquecimento do planeta e causam o efeito estufa.
A organização, formada por 28 países membros (o Brasil não faz parte), afirma que para duplicar esta produção as nações precisam modernizar e ampliar a capacidade das usinas existentes com mais turbinas. Além disso, defende o fim dos obstáculos legais e que a energia gerada por hidrelétricas seja melhor aceita pelos governos de um modo geral.
Outra sugestão da AIE são ações governamentais para adotar planos de desenvolvimento e inclusão de financiamentos de hidrelétricas na agenda política.
A energia hídrica é uma das principais fontes renováveis do mundo e, entre suas vantagens, destacam-se a grande capacidade de armazenamento e baixo custo de manutenção.
A AIE defende a aceitação ambiental e social das hidrelétricas, apesar de reconhecer as possíveis consequências para o meio ambiente e para as populações próximas às bacias fluviais.
A agência não oferece respostas milagrosas para o dilema e sugere "evitar tanto quanto possível" os impactos negativos e "quando for impossível evitá-los, e fazer com que sejam minimizados, atenuados ou compensados".
O uso da energia gerada por meio de usinas hidrelétricas é o mais comum no Brasil, porém, isso não ocorre em boa parte das nações, principalmente as Européias, onde uma das principais fontes de abastecimento são as usinas nucleares.

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