sexta-feira, 9 de novembro de 2012
SP: trabalhadores mantêm greve e ameaçam distribuição de gás
Terminou sem acordo a reunião entre os trabalhadores das empresas distribuidoras de gás do Estado de São Paulo e o sindicato patronal. A greve da categoria - que tem cerca de 5 mil trabalhadores diretos - será mantida até que a Justiça dê um parecer sobre o caso. A previsão Sindicato dos Trabalhadores no Comércio de Minérios, Derivados do Petróleo (Sindminérios) é que a determinação judicial saia na próxima semana. Até lá, a categoria manterá apenas 30% da produção.
Com isso, conforme o Sindminérios informou mais cedo nesta quinta-feira, o preço do botijão de gás já subiu até 100% em algumas cidades do Estado e a distribuição do produto no Estado está ameaçada. Os trabalhadores iniciaram a greve no último dia 29 nos Sindminérios de São José dos Campos e do ABC. Os sindicatos de São Paulo e Paulínia aderiram à paralisação no dia 5 deste mês.
Amanhã, a categoria se reúne em assembleia para informar os trabalhadores sobre os detalhes da negociação que fracassou. A reunião será realizada na avenida Tancredo Neves, 1.200, no Condomínio dos Engarrafadores de Gás, em São José dos Campos - SP).
A categoria reivindica reajuste salarial de 10%, aumento na cesta básica de R$ 280 para R$ 410 (anteriormente, o sindicato pediu reajuste para R$ 360 mas, sem acordo, ampliou o valor da cesta); aumento no vale refeição de R$ 19 para R$ 26 e participação nos lucros (PLR) de 220%.
Em nota, o Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Gás Liquefeito de Petróleo (Sindigás) informou que oferece reajuste salarial com ganho real de 6% e PLR de 160% - proposta aprovada pela Federação Nacional dos Trabalhadores no Comércio de Minérios e Derivados de Petróleo, diz a entidade. O Sindminérios afirma que o grupo patronal oferece cesta básica no valor de R$ 300 e vale-refeição de R$ 21.
"O Sindigás lamenta que os trabalhadores de São Paulo se mantenham irredutíveis diante da proposta aceita pela categoria em todo o Brasil. E repudia a decisão do Sindicato de Paulínia, o único do Estado de São Paulo a descumprir a ordem judicial de manter níveis mínimos de funcionamento da produção e do contingente de trabalhadores, o que põe em risco o fornecimento de gás para a população local", diz a nota da entidade patronal. "De acordo com liminar expedida em 6 deste mês, a Justiça determinou o funcionamento mínimo de 40% da produção e escoamento do produto nas unidades das empresas localizadas no interior do Estado de São Paulo e de 30% do contingente de funcionários das empresas para os sindicatos da Grande São Paulo."
Enquanto o sindicato dos trabalhadores pede para que a população não armazene gás durante a greve para não aumentar a demanda - o que geraria maior falta do produto - a entidade patronal afirma que buscará o apoio das autoridades para garantir que os sindicatos cumpram a ordem judicial, "de forma garantir o abastecimento do produto".
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