O pequeno e médio empreendedor que busca crédito bancário para operações diversas – como antecipação de recebíveis, capital de giro ou mesmo financiamento de bens – pode encontrar condições diferentes em termos de taxas de juros, prazos ou limites se estiver disposto a informar de forma transparente os dados de sua empresa para os bancos. Segundo o diretor de pessoa jurídica da Caixa, Roberto Derziê, quanto mais informações o cliente fornece, melhor é a avaliação do banco sobre a capacidade de pagamento dele, inclusive para a definição de limites de crédito.
Hoje, os clientes pessoa jurídica da Caixa, com faturamento de até R$ 50 milhões, podem fazer o download de um formulário no site do banco, preencher as informações e entregar o documento em uma agência. "Estamos em acordo com um birô de crédito para, a partir de janeiro, desburocratizar a vida do empresário. Bastará ele apresentar o Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ). A ideia é fazer a consulta e dar um retorno online, com avaliação prévia da empresa, para iniciar o relacionamento", afirma.
Segundo especialistas em finanças empresariais, é possível fazer uma boa negociação com o banco, mas isso dá trabalho. A redução do spread (diferença entre o valor que o banco paga para captar o dinheiro e o que cobra do cliente final) chegou de forma tímida ao cliente pessoa jurídica — a queda foi de apenas 3,6% nos últimos 12 meses encerrados em setembro. Para a pessoa física, a diminuição do juro na ponta foi maior, de 7,1% no mesmo intervalo.
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