quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

“Preço justo” - o fim do imposto invisível

Clarice Matsubara
Colunista da Mac Assessoria

A partir deste ano o consumidor saberá quanto de imposto estará pagando por cada produto adquirido. A medida foi sancionada pela presidente Dilma Roussef no mês de dezembro e os estabelecimentos comerciais terão até 10 de junho de 2013 para se adequar à nova lei. Neste cálculo entrarão os seguintes tributos ICMS, ISS, IPI, IOF, PASEP, CONFINS e o CIDE. O intuito é fomentar um choque cultural no consumidor brasileiro. Ciente do valor pago pelos impostos, a tendência que se espera é de que os consumidores exijam mais qualidade dos produtos e serviços oferecidos. Os valores que virão estampados nas Notas Fiscais não refletirão à realidade e sim um valor aproximado. Alguns especialistas em tributação foram contrários à aprovação da lei devido à inexatidão destes cálculos. Guilherme Afif Domingos, atual vice-governador de São Paulo esperou 25 anos pela aprovação desta lei. Quanto tempo será preciso aguardar para uma reação de igual intensidade e força para mudar o quadro econômico no Brasil, se a muito aguardamos por uma mudança no cálculo do IRPF. Pagamos cerca de 3 a 4 meses de salário para o “Leão” e nem sequer podemos abater gastos com educação e medicamentos o que deveria ser fornecido gratuitamente pelo governo levando-se em consideração os impostos que pagamos anualmente. Deveria ser criado um programa estratégico trazendo o consumidor de forma mais objetiva  e envolvente como um parceiro que trabalhe a favor do governo como no programa da Nota Fiscal Paulista. Cada qual trabalhando em sentido contrário será muito difícil reverter este atual quadro da economia brasileira.

Criadora do Blog Tomate Poema

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