sexta-feira, 1 de março de 2013

Salário de micro e pequenas é bem menor que de maiores

A média salarial paga pelas micro e pequenas empresas (MPEs) do Estado de São Paulo na década de 2000 a 2011 cresceu 8,6%, passando de R$ 1.352 para R$ 1.468, o que resulta em um crescimento de 0,8% ao ano. O número ainda é bastante inferior à média de remuneração ofertada pelas médias e grandes empresas que é de R$ 2.395.
Segundo os dados divulgados na 5ª edição do Anuário do Trabalho na Micro e Pequena Empresa elaborado pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) em parceria com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), no período analisado, de cada R$ 100 pagos aos trabalhadores no setor privado, R$ 36, em média, foram pelas empresas de menor porte do estado.
As MPEs do estado criaram no mesmo período 1,9 milhão de novos postos de trabalho com carteira assinada. No início da década, (ano 2000), o total de trabalhadores era de 2,7 bilhões e passou para 4,6 milhões.
"O bom desempenho das MPEs evidencia a importância que o setor tem para economia paulista, onde somos responsáveis por 47,5% dos empregos privados não agrícolas e também para aumentar o quadro de novos postos de trabalho", afirma Bruno Caetano, diretor superintendente do Sebrae-SP.
A pesquisa também apontou que as empresas de pequeno porte responderam por 98,9% dos estabelecimentos e por 35,7% da massa salarial no período.
O Anuário do Trabalho apontou que houve aproximação entre a participação dos setores de serviço e comércio na economia do Estado de São Paulo. Entre 2000 e 2011, a participação de MPEs de serviços cresceu cinco pontos percentuais e, em 2011, já representava 39,8% das empresas de pequeno porte, frente a 34,2% em 2000.
Já as atividades comerciais apresentaram queda, saindo de 51,6% em 2000 para 46,3% em 2011. No entanto, o setor continua a ser aquele com maior presença de MPEs com 896 mil estabelecimentos. O recuo do comércio está relacionado ao ritmo de crescimento mais fraco que a média das MPEs do estado.
Entre 2000 e 2011, a participação do segmento industrial manteve-se estável, com 188,9 mil empresas de pequeno porte, equivalente a 10% do total em 2011. No mesmo período, o setor de construção também não apresentou variação significativa e possuía 79,9 mil estabelecimentos, representando 4,1% das MPEs paulistas.
O Sebrae chama a atenção para a importância da Região Sudeste para o empreendedorismo, segundo o presidente do setor nacional da entidade, Luiz Barretto, "o sudeste se destaca por apresentar a maior escolaridade entre os empreendedores brasileiros. Mais de 40% dos que iniciam um negócio na região têm o ensino médio completo, enquanto a média no restante do País está em 37%", disse o representante da entidade
Ele destaca ainda o fato de que "o perfil do empreendedorismo no Brasil vem mudando nos últimos anos. A pesquisa GEM [Pesquisa Global Entrepreneurship Monitor] de 2012 mostra que 44% dos brasileiros sonham em abrir um negócio, frente a 24% que almejam seguir carreira como empregado em uma empresa", completou em entrevista ao DCI.
"O mesmo levantamento mostra que 88% dos brasileiros adultos, entre 18 e 64 anos, consideram o início de um novo negócio uma boa opção de carreira. O sonho de empreender é mais forte entre as Regiões Norte [54,3%], Nordeste [51,1%] e Sudeste [44,3%]", disse.
Desemprego
A taxa de desemprego deve atingir 5,8% em fevereiro, de acordo com indicador antecipado elaborado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) e o portal Catho.
Se as estimativas das instituições se concretizarem, o indicador deste mês será 0,4 ponto percentual maior do que a taxa de desemprego de janeiro, de 5,4%, divulgada esta semana pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A taxa de desemprego antecipada será também levemente superior à de 5,7% de fevereiro de 2012 e a maior desde junho do ano passado.
O cálculo da taxa de desemprego antecipada é feito a partir do cruzamento de informações obtidas com buscas na Internet (por meio de palavras chaves relacionadas ao setor de emprego), com informações de vagas, candidatos e contratações da Catho, além de outros dados econômicos, como a própria série do IBGE.
O índice de salários ofertados apontou que, em fevereiro, o aumento acumulado anual e real acima da inflação ficou em 6% sobre o salário médio oferecido. Foi a menor variação anual desde janeiro de 2012, quando o índice apontava uma oferta salarial 4% superior à inflação acumulada até aquele período. Os salários na contratação dos empregados foi 4% maior que os ofertados pelas empresas no levantamento disponível até dezembro de 2012.
 
 
Fonte: DCI – SP

Nenhum comentário:

Postar um comentário