A dificuldade para obter crédito, os juros altos e a pesada carga
tributária são, segundo estudo da Fiesp, as principais causas de o
Brasil ter ficado em 37º dentre 43 países em termos de competitividade
no ano passado.
Foram pesquisadas as maiores economias do mundo -que representam 90% do
PIB mundial- em relação a economia doméstica, abertura, governo,
capital, infraestrutura, tecnologia, produtividade e capital humano.
Segundo a Fiesp, no Brasil o "spread" -diferença entre o custo do
dinheiro para o banco e quanto ele cobra dos clientes- chega a ser 12
vezes superior ao de Chile, Itália, Japão e Malásia.
O estudo considerou de competitividade elevada países como EUA, Hong
Kong, Coreia do Sul e Irlanda. Suécia, Alemanha e Finlândia têm
competitividade satisfatória.
Um terceiro grupo é o dos países de competitividade média (como
Espanha, Rússia e Itália). Por último, figuram os de competitividade
mais baixa, no qual se enquadra o Brasil.
Na comparação entre 2000 e 2011, Coreia do Sul, China e Irlanda foram
os que mais ganharam competitividade, devido a investimento em pesquisa e
desenvolvimento, gasto em educação, patentes e produtividade em setores
de alta tecnologia.
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