segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Consórcio: Por que não?

Clarice Matsubara
Colunista da Mac Assessoria

Pelas altas taxas embutidas e impostos exorbitantes, o carro passou a ser artigo de luxo. Ao final do pagamento de um financiamento de um veículo compacto 1.0 pagou-se o valor de um veículo minivan 1.4. O que move a venda de tantos carros novos? Não importa o quão difícil seja a escalada e o sacrifício necessário para aquisição deste bem. A justificativa inconsciente é o status que confere um carro novo. Quanto mais novo o modelo e acessórios caros, melhor.  Não há mal algum em se ter aquilo que deseja desde que seja bem planejado. Planejando conseguirá o veículo dos seus sonhos. Neste caso, há de se ter paciência. Muitos ainda torcem o nariz para o consórcio, mas não há forma melhor para não se pagar juros. O raciocínio é muito simples. Em um plano de consórcio paga-se o valor vigente total do bem, acrescido de taxas de administração e de fundo de reserva. O total destes três itens corresponde a 100% do plano. Um grupo constituído de “n” participantes que mensalmente cotizam-se para ajudar um ou dois participantes para retirar um veículo, por sorteio ou por lance. É uma ajuda mútua, um investimento. Pensemos desta forma, em uma poupança investe-se visando lucro (juros, rendimento). Em um consórcio poupa-se tal qual em uma poupança e deixa de se pagar juros. Você estará poupando para retirar seu carro. Comparativo: O aumento dos veículos nos últimos 5 anos foi muito baixo, principalmente, devido à redução do IPI nos 2 últimos anos. Ao retornar não atingirá a casa dos 10%, isto para os tops da linha nacional. Em um financiamento de 5 anos paga-se aproximadamente 20% de juros. Então, que tal repensar o consórcio?

Criadora do Blog: Tomate Poema

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